domingo, 26 de julho de 2015

68 – O Sacrifício (Offret) – Suécia (1986)


Direção: Andrei Tarkovsky
Alexander, um jornalista e ex-ator e filósofo, diz ao filho pequeno como ele está preocupado com a falta de espiritualidade da humanidade moderna. Na noite de seu aniversário, a terceira guerra mundial irrompe. Em seu desespero Alexander transforma-se em uma oração a Deus, oferecendo seu tudo para que a guerra não tenha realmente acontecido.



Mais uma obra-prima de Tarkovsky. A última de sua carreira. A despedida de sua vida. O último presente do gênio para a humanidade.


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quarta-feira, 22 de julho de 2015

67 – Hermano (Hermano) – Venezuela (2010)


Direção: Marcel Rasquin
Daniel é um atacante excepcional, um fenômeno. Julio é o capitão da equipe, um líder nato. Eles foram criados como irmãos e jogam futebol na periferia de Caracas. Daniel sonha em jogar futebol profissionalmente, enquanto Julio sustenta a família com dinheiro sujo, não tendo tempo para sonhar. A oportunidade de suas vidas chega quando um olheiro de futebol convida-os para um teste no melhor time da cidade: Caracas Futebol Clube.


Boa obra venezuelana. Ainda que exagere em alguns clichês típicos de filmes adolescentes da sessão da tarde. Misturado com alguns clichês típicos de filmes de favela movie.

Mas, ainda assim, um bom filme. Leve e dramático. E com uma ótima qualidade de produção.


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domingo, 19 de julho de 2015

66 – Grey Gardens (Grey Gardens) – Estados Unidos (1975)


Direção: Albert Maysles, Ellen Hovde
Em 1973, um escândalo ocupou as manchetes dos jornais americanos. Autoridades locais tentaram expulsar mãe e filha de uma mansão decadente no balneário de luxo de East Hampton, alegando falta de condições sanitárias. Uma notícia banal, não fossem elas as ex-socialites Edith Bouvier Beale e sua filha Edie, respectivamente tia e prima de Jacqueline Kennedy Onassis. Dois anos depois, Big Edie e Little Edie, como eram conhecidas, abrem as portas para os documentaristas Albert e David Maysles. Câmera e microfone em punho, eles flagram excêntricidades de duas mulheres que vivem isoladas há mais de 20 anos e travam diálogos dignos dos melhores textos de Tenesse Williams e Euguene O'Neil.


Até onde vai a profundidade do poço em que um ser humano é capaz de se jogar...

Triste história, sobre decadência e insanidade.

A todo o momento se tem a sensação de que o documentário capta mais performances do que reações, o que faz parecer um pouco forçado. Mas, até mesmo a interpretação já revela algo um tanto cruel em suas vidas, cru e difícil de descrever.


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sexta-feira, 17 de julho de 2015

65 – O homem ao lado (El hombre de al lado) – Argentina (2009)


Direção: Gastón Duprat; Mariano Cohn
Leonardo, bem sucedido desenhista industrial, é acordado um dia em casa com um terrível barulho de obra. Em choque, constata que seu vizinho Victor está abrindo um buraco na parede para construir uma janela bem de frente à sua casa. Leonardo protesta utilizando todos os argumentos possíveis para demovê-lo.


Mais uma boa produção argentina – sem Darín.

A partir de ótimas interpretações, o filme vai desenvolvendo um misto de suspense com humor. Ora engraçada, ora tensa, a história vai despertando o interesse do espectador até o seu final.

De quebra, ainda recheia de ironia a sociedade contemporânea e suas medianeiras que separam o indivíduo do resto do mundo. 



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terça-feira, 14 de julho de 2015

64 – Toy Story 3 (Toy Story 3) – Estados Unidos (2010)


Direção: Lee Unkrich
Nesta terceira animação da série, Andy vai para a faculdade e seus antigos brinquedos são doados a uma creche. Apenas Woody ficará com seu dono. Woody, no entanto, não abandona seus amigos e precisará, juntamente com Buzz e cia., se adaptar ao novo lugar e aos novos “donos” enquanto tentam se manter juntos.


Justificado o motivo de tanto sucesso. Toy Story 3 é de comover qualquer um.

Bela animação, com todos os elementos que um “desenho animado para todas as idades” precisa ter.


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domingo, 12 de julho de 2015

63 – Rumor (Tabataba) – Madagascar (1987)


Direção: Raymond Rajaonarivelo
Em 1947, no coração de uma vila tradicional malgache, em Madagascar, se fomenta a revolta contra o regime colonial - o germe de uma revolução que, alguns anos mais tarde, levaria à independência de Madagascar. Um "estrangeiro" portador dos princípios do Movimento Democrático da Renovação Malgache (MDRM) trava um debate clandestino com os homens da vila. Que via tomar para a independência? A luta armada? O voto democrático? Transbordando de entusiasmo, o camponês Léhidy se decide pela primeira opção, passando a liderar um grupo de conterrâneos. A história da insurreição e da sua repressão é vista através dos olhos do garoto Solo.


A inocência de uma pequena tribo fazendo brotar os sentimentos pela independência de Madagascar.

Rumor é como um conto curto. Sobre um povoado que, com seus fuzis de madeira, vai em busca da luta anticolonialista.

É um filme que contrasta a sabedoria dos mais antigos, com a utopia dos mais novos. Sendo que ambos não são contraditórios entre si, e, em alguns casos, se retroalimentam.

Bela e singela produção africana.


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sexta-feira, 10 de julho de 2015

62 – Limite (idem) – Brasil (1931)


Direção: Mário Peixoto
Um tema, uma situação e três histórias. O tema, a ânsia do homem pelo infinito, seu clamor e sua derrota. A situação, um barco perdido no oceano com três náufragos - um homem e duas mulheres. As três histórias são aquelas que os personagens mutuamente se contam. Na situação se esboça o tema que as três histórias desenvolvem. A tragédia cósmica se passa no barco. E para ele convergem as histórias.


Um dos maiores clássicos do cinema brasileiro.

O único filme de Mário Peixoto não fica atrás de outros clássicos mundiais, como Aurora de Murnau, ou outras grandes obras do cinema mudo.

Limite acabou se tornando um mito, cujo diretor foi revisitado por Sergio Machado em Onde a Terra acaba.

Obra fundamental para quem deseja conhecer a filmografia nacional.


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terça-feira, 7 de julho de 2015

61 – Por uns dólares a mais (Per qualche dollare in piú) – Itália (1965)


Direção: Sergio Leone
Quando dois caça-recompensas rivais compreendem que os dois estão atrás do mesmo assassino, eles juntam forças na esperança de entregá-lo na justiça.


O segundo filme da trilogia dos dólares.

E mais um do trio: Sergio Leone + Clint Eastwood + Ennio Morricone.

Clássico que dispensa grandes comentários.

Melhor falar menos e se deliciar com os enquadramentos que Leone sabia fazer como ninguém. Olha que belezuras:










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quarta-feira, 1 de julho de 2015

10 (melhores) diretores e diretora dos Estados Unidos (até 50 anos)

Fazer um Top 10 dos diretores e diretoras estadunidenses seria perda de tempo. Primeiro porque o leque de bons nomes é enorme e fazer uma pesquisa para selecionar 10 levaria muito tempo. E segundo que inevitavelmente cairia nos clássicos e já consagrados diretores, de conhecimento de todo mundo.

Por isso, a escolha por filtrar por idade - para não chover no molhado com os nomes mais tradicionais - e buscar diretores e diretoras mais jovens. Portanto, o Top 10 dos Estados Unidos traz talentos nascidos a partir de 1965, com até 50 anos. Estão na lista diretores “clássicos” e algumas promessas.

E antes que alguém pergunte, Tarantino tem 52 anos, Ethan Coen tem 57 e Joel Coen 60.

1. Paulo Thomas Anderson
Diferenciado. As técnicas usadas por PTA são de um primor que poucos diretores de Hollywood têm a ousadia de usar. E o que falar de seus planos-sequência!? Inspiradores. É de Paul Thomas Anderson os medianos Jogada de Risco e O Mestre, os excelentes Boogie Nights e Embriagado de Amor, o grandioso Sangue Negro e genial Magnólia.







2. Spike Jonze
Com 45 anos, o diretor já cravou seu nome como um dos melhores do cinema. Poderia até encabeçar esta lista. O ex-esposo de Sofia Coppola já fez obras geniais, como Quero ser John Malkovich e Adaptação, logo no início de sua carreira. Depois, passou por Onde vivem os monstros e Eu estou aqui. E sua última obra foi o premiadíssimo Ela.






3. Wes Anderson
Um dos diretores estadunidense mais originais da nova geração. Suas cores e seus personagens são únicos. Dá pra bater o olho e identificar “esse é de Wes Anderson”. Algumas de suas mais importantes obras são: Os Excêntricos Tenenbaums, Viagem a Darjeeling, O fantástico sr. Raposo, Moonrise Kingdom e O grande hotel Budapeste.







4. Darren Aronofsky
Com 46 anos, o diretor tem se tornado um dos principais nomes de Hollywood, inclusive com indicações ao Oscar. No entanto, seus filmes não se limitam ao padrão hollywoodiano, sendo capaz de produzir obras mais “viajadas”, como Cisne Negro e Pi (seu filme de estreia). É dele, também, Fonte da Vida e O Lutador. No entanto, o seu destaque é por Réquiem para um sonho, um dos melhores filmes da nova safra.





5. Sofia Coppola
Filha de peixe... Com um estilo bem diferente do pai, mas já demonstrando muito talento e originalidade, Sofia tem se distanciado cada vez mais do peso do sobrenome e construído sua própria identidade. Ela ainda não estourou, não emplacou nenhuma obra genial, mas isso é questão de tempo. É dela: As virgens suicidas, Encontros e Desencontros, Maria Antonieta, Um lugar qualquer e Bling Ring.





6. Jeff Nichols
Apenas 36 anos e três obras muito elogiadas, que fazem muita gente apostar em Jeff Nichols como o mais promissor da nova geração. Separados pelo sangue, O abrigo e Amor bandido são os filmes que fizeram despertar a curiosidade e criar expectativas em cima do diretor.







7. Mike Cahill
Outro diretor promissor. Fez O rei da Califórnia, A outra Terra e O Universo no Olhar. Cada novo filme considerando melhor que o outro. Numa crescente. Outro nome para ficar de olho. Cahill tem 35 anos.









8. John Singleton
Com 47 anos, o diretor já começou estourando com Os donos da rua. Construiu sua carreira abordando questões raciais e de violência urbana, filmes fundamentais para a sociedade estadunidense ver. Em compensação, Singleton caiu no lugar comum e produziu alguns blockbusters muito mal avaliados, como + Velozes e + Furiosos e Sem saída. Mas ainda tá em tempo de retomar a sua carreira, muito bem iniciada.





9. James Grey
Nome pouco conhecido na atualidade e nem de longe é uma unanimidade. Enquanto alguns apostam em sua carreira, muita gente não vê nenhum talento excepcional. Bom ou não, é um diretor para conhecer melhor e ficar de olho. É dele: Caminho sem volta, Os donos da noite, Amantes e Era uma vez em Nova York.







10. Antoine Fuqua

Definitivamente não faz o meu tipo de filme, sobretudo os de ação típicos de Hollywood. Mas, não dá para não reconhecer que sua filmografia é muito elogiada pelos amantes do gênero. Quase chegando nos 50, Fuqua é um nome que merece ser citado. É dele: Dia de Treinamento, Lágrimas do Sol, Atirador e O protetor.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

60 – Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr.) – Estados Unidos (2001)


Direção: David Lynch
Após um acidente de carro que lhe causa amnésia, uma mulher, acompanhada de uma aspirante a atriz procuram por pistas e respostas na cidade de Los Angeles, em uma estranha aventura em que sonhos e realidade se misturam.


Tipo de filme que, mesmo se não entendesse nada, já valeria à pena.

São diversas as sequencias que encantam pela bizarrice das situações, pelo mistério, pela ironia, pela técnica.

Ainda assim, faltando 10 minutos para acabar, ainda há a expectativa de que tudo isso, junto, faça um sentido narrativo. E o bom é que há.

É uma obra parecida com Donnie Darko, onde a certeza da incerteza torna o filme ainda mais interessante e recheado de possibilidades.


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