segunda-feira, 14 de julho de 2014

70 – Medo (Angst) – Áustria (1983)


Direção: Gerald Kargl
Psicopata recém saído da prisão começa a apresentar os mesmos impulsos assassinos que o levaram a cela. Sem meios para conter seus impulsos ele planeja novas mortes e vai parar em uma mansão onde aterroriza uma idosa, seu filho com problemas mentais numa cadeira de rodas e uma jovem, enquanto relembra sua infância problemática com a mãe, irmã e o padrasto.

Filme curto, como um conto.

Uma câmera nervosa, tal como o personagem psicopata. A câmera o vai acompanhando no seu ritmo. Vai atrás dele, enquanto ele caminha. Fica neurótica quando ele surta. Corre quando ele vai cometer mais um assassinato.


Um belo trabalho de câmera, uma ótima atuação, mas um filme mediano.


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sábado, 12 de julho de 2014

69 – Outfoxed: a guerra de Murdoch contra o jornalismo (Outfoxed: Rupert Murdoch´swaronjournalism) – Estados Unidos (2004)


Direção: Robert Greenwald
Outfoxed entrevista ex-jornalistas da Fox News e mostra o lado escuro por trás da notícias. Os interesses das grandes corporações e das oligarquias formando e controlando a "opinião pública", transformando o jornalismo na chamada "imprensa marrom" liderada por Rupert Murdoch.

Documentário que faz uma análise do jornalismo praticado pela Fox News. Com o estudo de técnicas e depoimentos de ex-funcionários, Outfoxed contesta os princípios jornalísticos da emissora.

Nada tão diferente do que é praticado no telejornalismo brasileiro.

O filme é de 2004. Não sei se nesse período alguma lei nova pintou por lá, para democratizar a comunicação nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, ainda nos baseamos em uma lei de 1962, o que faz com que as grandes corporações façam suas próprias leis e definam as regras. Ou seja, o quarto poder na mão de meia dúzia de famílias. Famílias essas que, com seus interesses econômicos e políticos conduzem seu jornalismo a partir desses interesses, o que significa favorecer determinados grupos políticos, em detrimento de outros.


É por isso que Outfoxed continua atual, pelo menos por aqui. Recomendado para todos que não concordam com o oligopólio midiático no país e que lutam pela democracia.


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quarta-feira, 9 de julho de 2014

68 – Glória feita de sangue (Paths of glory) – Inglaterra (1957)


Direção: Stanley Kubrick
Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Mireau (George Meeker), um general francês, ordena um ataque suicida e como nem todos os seus soldados puderam se lançar ao ataque ele exige que sua artilharia ataque as próprias trincheiras. Mas não é obedecido neste pedido absurdo, então resolve pedir o julgamento e a execução de todo o regimento por se comportar covardemente no campo de batalha e assim justificar o fracasso de sua estratégia militar. Depois concorda que sejam cem soldados e finalmente é decido que três soldados serão escolhidos para servirem de exemplo, mas o coronel Dax (Kirk Douglas) não concorda e decide interceder de todas as formas para tentar suspender esta insana decisão.


Um filme de guerra com quase nenhum confronto. Na tela de Kubrick estão lá os objetos principais da narrativa: os seres humanos. O que eles são capazes de fazer? Ou, até onde são capazes? Ou, até onde, de fato, são.

Obra clássico do diretor. Mesmo nos filmes de guerras, o existencialismo humano é mais importante que bombas e explosões.


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domingo, 6 de julho de 2014

67 – Norberto apenas tarde (Norberto apenas tarde) – Uruguai (2010)


Direção: Daniel Hendler
Após ser demitido de uma empresa onde assumia um importante cargo administrativo, Norberto decide tentar a sorte no ramo imobiliário. Ele adia o quanto pode o momento de contar à esposa a má notícia. Contratado como corretor, é incentivado pelo chefe a fazer um curso de assertividade para melhorar a timidez e começa a frequentar aulas de teatro num curso para principiantes. No entanto, seu progresso é lento e seus clientes, assim como sua mulher, continuam sem acreditar em nada do que ele diz. Em meio a este processo, porém, Norberto descobre que é possível ganhar respeito e até dar um bom grito.

É isso aí, Norberto. Joga tudo pra cima e muda de vida. Nada é tão ruim que não possa piorar. Então, para quê se preocupar? Experimenta novas paixões, muda o corte de cabelo, demite o seu patrão, se emborracha e vai ser feliz.

E no Uruguai, então. Um bom lugar pra começar.


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Torrent (legenda fixa)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Hola, que tal?


Uma visitinha rápida por esse malfadado blog que me tem dado saudade. Saudades daqui, do Brasil e de ver filmes.

Nesse exato momento já passei pelo Uruguai, Argentina, Chile e estou em alguma parte da Bolívia. Ainda tem muito chao pela frente e acho que só volto à atividade em setembro.

Ainda tem umas três postagens programadas e daí em diante meu hermano Iury assume.

A viagem continua e o cinema nao pode parar!

Abraço para todo mundo!!!

Az

segunda-feira, 30 de junho de 2014

66 – Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) – Estados Unidos (2013)


Direção: Jean-Marc Vallés
O filme conta a história de Ron Woodroof, um eletricista heterossexual de Dallas que foi diagnosticado com AIDS em 1986, durante uma das épocas mais obscuras da doença. Embora os médicos tenham lhe dado apenas 30 dias de vida, Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação de tráfico de remédios alternativos, na época ilegais.

Uma história muito bem retratada, ainda que de forma bastante parcial, sobre a indústria farmacêutica nos Estados Unidos.

A transformação de um machão bruto e preconceituoso, em um ser mais humano. A persistência do indivíduo em enfrentar a ambição de empresas e as leis que as beneficiam.

Não é um filme excepcional (já os atores...), mas no que ele se propõe a fazer – contar uma perspectiva da história de Ron Woodroof – ele o faz muito bem.


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sábado, 28 de junho de 2014

65 – Ninfomaníaca – vol. 1 (Nymphomaniac) – Dinamarca (2013)


Direção: Lars von Trier
Em uma noite fria de inverno, o velho solteirão Seligman encontra Joe semiconsciente e machucada em um beco. Depois de levá-la ao seu apartamento, ele cura os machucados dela enquanto tenta compreender como as coisas podem ter dado tão errado para Joe. Ele escuta atentamente, enquanto em oito capítulos ela reconta a multifacetada e luxuriante história de sua vida.

Não, o filme não é só de sexo.

É sobre ser humano. Moral. Degradação. Paixão. Amor. Insanidade. Desejo. Beleza.

De um filme que provocou um turbilhão de críticas e comentários, não há muito o que acrescentar.


Vale à pena assistir.


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(torrent incluindo também Ninfomaníaca vol. 2)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

64 – Viridiana (Viridiana) – México (1961)


Direção: Luis Buñuel
A noviça Viridiana (Silvia Pinal) faz uma visita ao seu tio moribundo, atendendo a um pedido do próprio. O pervertido homem, obcecado pela beleza da jovem, tenta seduzi-la de todas as formas. Ele morre e Viridiana decide não mais voltar ao convento. Em contrapartida transforma a antiga casa do tio num abrigo para necessitados e moradores de rua.

“Deixe-os pecar!”

Com esse filme, Buñuel ficou impedido de filmar na Espanha por nove anos. A imprensa espanhola foi proibida de citar o filme e sua premiação em Cannes. A obra também foi banida na Bélgica e na Itália, onde a Justiça de Milão condenou o diretor a um ano de prisão, caso ele voltasse ao país.

Mas não é só de áurea que vive o filme. Viridiana possui um conteúdo provocativo à frente de seu tempo. É o olhar particular de Buñuel sobre as coisas da vida. Os valores morais e religiosos que não convergem com o humano “real”, que possui desejos e é capaz de extrapolar sentimentos diversos: do mais bondoso ao maldoso, do benevolência à ingratidão.


Obra fundamental na filmografia do cineasta mexicano!


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terça-feira, 24 de junho de 2014

63 – Vodka Lemon (Vodka Lemon) – Armênia (2003)


Direção: Hiner Saleen
Num cenário apocalíptico, durante o inverno, um pai cruza o caminho de uma mãe igualmente corajosa, sobrevivente de muitas tragédias passadas. Eles estão a caminho do cemitério onde ambos enterraram mulher e marido, respectivamente. Ele tem um filho alcoólatra, uma neta e um filho que foi buscar trabalho em Paris. O filme se passa na Armênia pós-soviética.

A pobreza em meio à neve. A solidariedade que brota da dificuldade. O “se virar” para sobreviver. E o amor que não obedece fronteiras nem idades.

A política, a economia e tudo isso na vida das pessoas, lá na ponta.

Não tá fácil pra ninguém, mas sempre dá para ser feliz.


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domingo, 22 de junho de 2014

62 – Kolya – uma lição de amor (Kolya) – República Tcheca (1996)


Direção: Jan Sverák
A vida do violinista Frantisek Louka é um verdadeiro inferno. Demitido de uma importante orquestra da Tchecoslováquia, ele ganha a vida tocando em funerais no crematório da cidade. Seu sonho é comprar um carro e fazer uma bela viagem, mas ele não tem dinheiro algum. A sorte parece sorrir para ele quando decide casar com a prima de um dos coveiros, apenas para que a mulher possa obter a cidadania tcheca. Louka recebe uma ótima quantia em dinheiro, sem nenhuma obrigação... a não ser cuidar do filho de sua nova mulher, que resolveu desaparecer de uma hora para a outra, deixando a criança para trás! O nome do menino é Kolya, uma criança carinhosa e cheia de vida que está prestes a transformar, para sempre, a vida do rabugento Louka.

Belo filme, apesar de o argumento ser bem manjado.

Um solteirão sem muitos objetivos na vida que, de repente se vê tendo que cuidar de uma criança desconhecida. A consequência é óbvia: uma reviravolta na vida do personagem.

Ainda que não tenha nada de surpreendente, o filme encanta pela bonita relação entre o adulto e a criança. Além disso, ainda flerta com alguns conflitos políticos envolvendo a relação entre soviéticos e tchecos.


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